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O que faz um gestor de tráfego (e como saber se o seu está trabalhando)

O trabalho por dentro: onde o dinheiro entra, o que é desperdício, quando mexer e quando esperar. Com cinco perguntas para avaliar quem cuida da sua conta.

Tráfego Pago Agência Borsato 5 min de leitura Atualizado em 23/07/2026

Um gestor de tráfego não “impulsiona post”. Ele decide onde o seu dinheiro vai, quanto cada cliente custou para entrar e o que muda no mês seguinte. Este texto mostra o trabalho por dentro, incluindo as partes que ninguém coloca na proposta.

O trabalho de verdade, dia a dia

A imagem que a maioria tem é de alguém apertando “criar campanha” e esperando. O trabalho real é outro. Ele se divide em quatro frentes que se repetem toda semana.

1. Decidir onde o dinheiro entra

Antes de qualquer anúncio, existe uma escolha: quem vai ver e em que momento. Uma clínica que quer agenda cheia na terça de manhã não faz a mesma campanha de uma indústria que fecha contrato em três meses.

No Google Ads isso vira palavra-chave e raio geográfico. No Meta Ads vira público e criativo. A pergunta por trás é sempre a mesma: essa pessoa está pronta para comprar hoje ou ainda está pesquisando?

2. Cortar desperdício

Toda campanha atrai gente errada. Alguém procurando emprego, alguém procurando o preço para fazer sozinho, alguém de outra cidade. Cada clique desses custa igual ao clique do cliente certo.

O gestor lê os termos de pesquisa reais e adiciona negativas. É o trabalho mais chato e um dos que mais devolvem dinheiro. Numa conta nova é comum que 20% a 40% do gasto inicial vá para busca irrelevante até a lista de negativas ficar madura.

3. Ler o número certo

Aqui separa quem trabalha de quem entrega relatório. Curtida, alcance e impressão não pagam conta. Custo por lead paga menos do que parece. O número que importa é quanto custou o cliente que assinou.

4. Decidir quando mexer e quando não mexer

Essa é a parte que quase ninguém explica. Campanha nova precisa de tempo para o sistema aprender. Mexer no terceiro dia porque “não veio nada” joga fora o aprendizado e reinicia o ciclo.

Regra que seguimos: não se pausa uma palavra-chave com menos de 30 a 50 cliques. Antes disso, o que você tem não é resultado ruim. É amostra pequena. A diferença entre as duas coisas custa caro.

O que NÃO é trabalho de gestor de tráfego

Muita frustração nasce de expectativa mal combinada. Estas coisas costumam ser cobradas dele e não são dele:

Vale o contrário também: se o gestor nunca te perguntou quantos leads viraram cliente, ele está trabalhando às cegas, por melhor que seja tecnicamente.

Como saber se o seu gestor está fazendo o trabalho

Cinco perguntas. Se ele responde as cinco sem enrolar, está trabalhando.

Pergunte O que uma boa resposta parece
Quantas negativas você adicionou este mês? Um número e alguns exemplos. Se a resposta é “não precisou”, a conta provavelmente não foi olhada.
Qual campanha traz cliente e qual traz só contato? Ele separa as duas. Se só fala em “leads”, não há acompanhamento depois do clique.
Por que você mexeu nisso? Um dado. “Estava com 60 cliques e nenhuma conversão.” Não “achei que ia melhorar”.
Quanto custou meu cliente no mês passado? Um valor em reais. Não custo por lead: custo por cliente que pagou.
O que você NÃO vai mexer agora e por quê? Saber esperar é parte do trabalho. Quem mexe em tudo toda semana está adivinhando.

Quanto custa contratar

Três formatos, com lógicas diferentes de risco.

Formato Como costuma cobrar Quando faz sentido
Freelancer Valor fixo mensal, geralmente o menor Verba pequena e uma frente só. O risco é sumir ou acumular contas demais.
Agência Fixo, ou fixo mais percentual da verba Quando você precisa de anúncio, conteúdo e site conversando entre si.
Interno Salário e encargos Verba alta o suficiente para ocupar alguém em tempo integral.

Um detalhe sobre o percentual da verba: ele alinha o fornecedor com o gasto, não com o resultado. Quanto mais você investe, mais ele ganha, mesmo que o retorno caia. Não é desonesto, mas vale entender o incentivo antes de assinar.

A conta que importa não é o quanto o gestor cobra. É quanto o cliente custou para entrar depois de somar honorário e mídia. Um gestor de R$ 1.500 que traz cliente a R$ 180 é mais barato que um de R$ 800 que traz a R$ 400.

O erro mais comum: otimizar pelo número errado

É o padrão que mais encontramos ao pegar uma conta que já rodava com outra pessoa. A campanha estava sendo otimizada para custo por lead. Faz sentido no papel: quanto mais barato o contato, melhor.

O problema aparece quando você olha o que aconteceu depois. Campanhas que geram contato barato costumam atrair quem está no começo da pesquisa, comparando preço. Campanhas com contato mais caro costumam atrair quem já decidiu e quer resolver.


R$ 42
Campanha A: lead barato, mas fecha pouco

R$ 96
Campanha B: lead caro, mas fecha mais

3x
Diferença de custo por cliente entre elas

Os valores acima são ilustrativos, mas a inversão é real e recorrente: quem otimiza por lead barato costuma escolher a campanha errada. Sem saber quem virou cliente, essa inversão fica invisível, e você paga por ela todo mês.

É por isso que a gente acompanha o lead dentro de um CRM até ele fechar, ou até você saber por que não fechou. O dado volta para a campanha e ela passa a procurar quem compra, não quem preenche formulário.

Em quanto tempo dá para avaliar

Campanha entra no ar em poucos dias. Avaliar é outra coisa.

Quem promete resultado na primeira semana está vendendo sorte. Às vezes acontece. Não é método.

Quer saber se isso funciona para o seu negócio?

Diagnóstico gratuito, sem compromisso. A gente olha o que já foi tentado e diz com franqueza o que faz sentido agora.

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