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Custo por lead e CAC: por que o lead barato costuma sair caro

Um é conversa, o outro é cliente. Otimizar pelo primeiro costuma piorar o segundo, e o exemplo com número mostra como a inversão acontece.

Custos e Investimento Agência Borsato 4 min de leitura Atualizado em 23/07/2026

Custo por lead é o número que quase toda empresa acompanha. Custo de aquisição é o número que decide se o negócio dá lucro. Eles não são a mesma coisa, e otimizar pelo primeiro costuma piorar o segundo.

As duas contas, lado a lado

A diferença é só uma divisão, mas ela muda tudo.

Custo por lead (CPL) Custo de aquisição (CAC)
Conta Investimento ÷ contatos gerados Investimento ÷ clientes que pagaram
Responde Quanto custa uma conversa Quanto custa um cliente
Dá para medir Direto no painel de anúncio Só com acompanhamento até a venda
Serve para Comparar criativos e públicos Decidir se o negócio se paga

CPL não é um número ruim. É um número intermediário. O erro é tratá-lo como destino final.

Por que o lead barato costuma sair caro

Existe uma relação que aparece em quase toda conta: quanto mais fácil é gerar o contato, menos pronto para comprar ele costuma estar.

Faz sentido quando você pensa em quem está do outro lado. Quem busca “quanto custa” está pesquisando. Quem busca o serviço com a cidade junto já decidiu e quer resolver. O segundo clique custa mais caro no leilão, porque todo mundo quer aquela pessoa.

Se você otimiza por CPL, o sistema vai atrás do público mais fácil de converter em formulário. Ele está fazendo exatamente o que você pediu. O problema é o que você pediu.

Um exemplo com número

Duas campanhas, mesmo investimento de R$ 3.000 no mês:

Campanha A Campanha B
Leads gerados 60 25
Custo por lead R$ 50 R$ 120
Fecharam 3 8
Taxa de fechamento 5% 32%
Custo por cliente R$ 1.000 R$ 375

Olhando só o painel de anúncio, A ganha com folga. Olhando o caixa, B custa quase três vezes menos por cliente. Quem só enxerga CPL corta a campanha B por parecer cara.

Os números do exemplo são ilustrativos, mas a inversão é comum. Ela aparece toda vez que uma campanha atrai comparadores de preço e a outra atrai quem tem urgência.

Como calcular o seu CAC

Some tudo que foi gasto para conquistar clientes no período e divida pelo número de clientes novos.

CAC = (mídia + honorário de gestão + ferramentas + custo do time comercial) ÷ clientes novos

Duas armadilhas frequentes:

O CAC está bom ou ruim?

Sozinho, o número não diz nada. R$ 400 é ótimo para quem vende serviço de R$ 5 mil e é ruína para quem vende produto de R$ 300. Ele precisa de um par: o valor do cliente ao longo do relacionamento.

Se o cliente compra uma vez, é o lucro daquela venda. Se ele volta, é o lucro de todas as compras que ele costuma fazer.


1:1
Você trabalha de graça

3:1
Costuma ser saudável

5:1
Sobra margem para escalar

A referência de 3 para 1 é ponto de partida, não lei. Negócio com custo operacional alto precisa de mais folga. Negócio com margem alta e recompra frequente aguenta menos.

Quando um CAC alto é bom sinal

Se o cliente volta a comprar, pagar caro na primeira venda pode ser o melhor investimento do mês. O erro é comparar o CAC com o ticket da primeira compra quando o cliente compra oito vezes por ano.

Como medir sem virar projeto de TI

Não precisa de sistema complexo. Precisa de três informações ligadas: de onde o lead veio, o que aconteceu com ele e quanto ele pagou.

  1. Registre a origem no primeiro contato. Qual campanha, qual anúncio.
  2. Marque o desfecho. Fechou, perdeu ou ainda está em negociação. Se perdeu, o motivo.
  3. Anote o valor da venda. Sem isso, você tem contagem, não retorno.

Uma planilha bem preenchida já responde a pergunta. Ela só quebra quando o volume cresce e o preenchimento manual é abandonado. Aí vale um CRM que puxe a origem sozinho.

O ganho que aparece depois

Medir CAC serve para tomar decisão, não para enfeitar relatório. O que muda na prática:

É por isso que a gente insiste em acompanhar o lead depois do clique. Não é sofisticação. É a diferença entre saber e achar.

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Diagnóstico gratuito, sem compromisso. A gente olha o que já foi tentado e diz com franqueza o que faz sentido agora.

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