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Planos de saúde apertam a margem do consultório. E agora?

23 de julho de 2026

Planos de saúde apertam a margem do consultório. E agora?

A conta do consultório que atende convênio vem apertando de todo lado. O repasse por consulta segue praticamente congelado há anos enquanto aluguel, salário de secretária, material e software subiram. Na prática, o médico atende mais gente para faturar o mesmo, e a diferença sai do próprio tempo dele.

O efeito colateral é que a agenda fica cheia e o caixa não acompanha. Muitos consultórios reagem abrindo ainda mais horários de convênio, o que aprofunda o problema: quanto maior a fatia de plano na agenda, menor a margem e menor o espaço para atender particular, que é onde o valor da consulta é definido por você e não por uma tabela.

A saída que funciona não é sair do convênio de uma vez, é reduzir a dependência. Isso significa ter um fluxo previsível de paciente particular chegando todo mês, sem depender de indicação nem de sorte. É trabalho de estrutura: quem procura o seu tipo de atendimento precisa te encontrar, e você precisa saber quanto custou cada paciente que entrou. Sem esse segundo número, qualquer investimento em divulgação vira aposta.

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O número que falta é o seu

Quanto custa hoje trazer um paciente particular para a sua clínica? Esse número não sai em pesquisa nenhuma. Ele depende do seu ticket, da sua região e de quanto você já investe. É a primeira coisa que a gente levanta, e sai numa conversa.